Curso específico para cuidadores de
idosos passa a ser obrigatório
Desde julho deste ano, os
cuidadores de idosos no Estado do Rio de Janeiro devem ter curso específico,
com duração mínima de 160 horas/aula, para atuar em instituições públicas,
particulares ou em residências. É o que determina a Lei 7.332/16, aprovada em setembro
de 2014 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Na
ocasião, a proposta foi vetada pelo governador Luiz Fernando Pezão (atualmente
licenciado), mas a Alerj derrubou o veto.
O texto, de autoria da deputada estadual Enfermeira Rejane (PC do B), também define as tarefas incluídas no trabalho de um cuidador, como o auxílio em tarefas cotidianas, como banho e alimentação, auxílio nas atividades físicas e controle da medicação.
Keith Madela, de 33 anos, atua como professora do curso na Universidade Estácio de Sá, em Campos. Na opinião de Keith, a obrigatoriedade é válida. “Cuidar de um idoso não é simplesmente acompanhá-lo. No curso, a pessoa receberá orientação a cerca da humanização, primeiros socorros, medicação, entre outros”, disse ela, destacando que entender o processo de envelhecimento é também importante.
Enfermeira há seis anos, Maitê Rodrigues Cordeiro, 28, concorda com a professora. “Além de uma noção dos primeiros socorros, o profissional aprenderá a dar banho em um paciente acamado, tirá-lo da cama e colocá-lo na cadeira, enfim, cuidar de maneira adequada”, ressaltou.
Em sua justificativa, a parlamentar argumentou que, muitas vezes, os idosos passam a necessitar de auxílio para desenvolver ações que anteriormente realizavam sozinhos. “A partir de tais necessidades surge o cuidador de idoso, que, como aconteceu com outras profissões, acaba inserido no serviço sem a devida capacitação profissional”, destacou.

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