Os idosos de antigamente tinham
poucos recursos (ainda que a vontade de muitos fosse a mesma dos idosos de
hoje), então problemas com o corpo, como diabetes, problemas cardíacos,
respiratórios e urinários, eram muito mais frequentes. Hoje os recursos tecnológicos
nos deram mais tempo de vida e com isso mais capacidade para sonhar, fazer
planos e se dedicar a uma vida com significado. Essa injeção de ânimo trouxe
também a esperança de encontrar um novo amor para alguns idosos que estavam
viúvos.
A sexualidade na terceira idade
precisa de adaptações, é claro. Principalmente se a estimulação sexual estiver
refém da juventude ou de pele de boneca. O tempo para namorar é altamente
valorizado – afinal muitos já se deram conta que não é apenas a ereção do pênis
ou a lubrificação vaginal que proporcionam um bom orgasmo. Os casais mais
idosos conseguem desenvolver um ritmo diferente dos mais jovens (e afobados).
Pode parecer impossível, mas eles podem conseguir um prazer proporcional – e às
vezes de mais qualidade – do que as gerações mais novas.
A vontade de amar, de dar e
receber prazer, só desaparece quando os tabus não são confrontados. Para muitos
idosos ainda é difícil superar a ideia de pecado ao reconstituir sua vida
amorosa depois de ter declarado amor por toda uma vida para uma pessoa só. Quem
consegue romper com essas ideias fica mais disponível emocionalmente para um
envolvimento fixo ou até casual.
Parece até difícil uma pessoa que
se acha jovem imaginar sua avó paquerando indiscriminadamente sem ao menos
querer manter uma relação estável com alguém – mas quem disse que tem que ser
assim sempre e com todos?
Todo ser humano que esteja vivo
buscará no encontro com o outro o seu prazer da melhor maneira possível. E aos
que ainda carregam esse tabu, aí vai um lembrete: os idosos têm o mesmo direito
ao gozo, assim como eu e você.
Extraído: http://www.seapega.com.br/
