O mal de Alzheimer é uma doença
degenerativa e progressiva do cérebro caracterizada pela perda das faculdades
cognitivas e também das funções físicas. Trata-se de uma doença multifatorial,
oriunda de fatores genéticos e ambientais.
Foi descoberta por Alois
Alzheimer em 1906 como sendo uma forma grave de doença senil e de evolução
rápida.
Sabe-se que, se não pode ser
prevenida, pelo menos pode ser postergada. Isso é um bom sinal, pois a medicina
vem evoluindo para buscar meios de cura através da biotecnologia.
É preciso entender mais uma vez
que o nosso estilo de vida tem influencia e é quem dita o ritmo do nosso
envelhecimento biológico.
Uma pessoa com atividade física
regular, sem estresse, com dieta balanceada e livre de gorduras, sem tabagismo,
hormônios modulados e com sono anabólico certamente terá uma longevidade mais
saudável.
Logo nós é que fazemos as nossas escolhas.
Você já parou para pensar nisso?
Com que qualidade de vida você quer ter quando envelhecer?
O que você tem feito hoje em prol
do seu bem-estar físico e mental? Pense nisso. E saiba, nunca é tarde para
começar!
Quais os sintomas do Mal de Alzheimer?
Em cada caso o mal de Alzheimer tem características singulares, embora haja pontos comuns entre todos eles.
O sintoma
inicial mais nítido é a perda da memória de curto prazo (dificuldade em
lembrar fatos recentes), à qual se seguem a diminuição da capacidade de
atenção, diminuição da flexibilidade do pensamento e a perda da memória
de longo prazo.
Inicialmente os sintomas costumam ser confundidos com os problemas naturais do envelhecimento, mas com a progressão da doença surgem sintomas
mais específicos como confusão mental, irritabilidade, agressividade,
alterações de humor, falhas na linguagem e desligamento da realidade.
Sintomas bastante comuns, já presentes em uma primeira fase, são a apatia
e a desorientação no tempo e no espaço. A pessoa pode não saber onde se
encontra, nem o dia, mês ou ano em que está. Com o passar dos anos,
aumenta a dificuldade em reconhecer objetos e executar os movimentos
apropriados para manejá-los.
Muitas vezes pode saber o nome deles, mas
não saber utilizá-los ou, ao contrário, pode saber usá-los sem conseguir
dizer o nome deles.
Aos poucos vai ocorrendo uma diminuição do
vocabulário e maior dificuldade na fala, com empobrecimento da
linguagem, resumindo-se a frases curtas, palavras isoladas ou até mesmo
deixando de existir.
Progressivamente, o paciente perde a capacidade de
ler e escrever.
Os problemas de memória pioram com o tempo
e os pacientes podem deixar de reconhecer as pessoas que lhes são
familiares. Aos poucos perdem a memória de longo prazo, as alterações do
comportamento se tornam cada vez mais graves e começam as manifestações
de irritabilidade, instabilidade emocional e de ataques inesperados de
agressividade.
Em alguns pacientes pode surgir incontinência urinária.
O julgamento ético da realidade é
totalmente destruído e o paciente pode, por exemplo, ficar nu em público
ou praticar atos indecorosos como se fossem naturais. Numa última
etapa, o paciente torna-se dependente das pessoas que cuidam dele.
Chegam a não conseguir desempenhar tarefas simples sem ajuda, como
trocar de roupa, alimentar-se etc. Muitas vezes acabam por ficar
acamados.
A morte, quando sobrevém, normalmente não é causada pelo mal de Alzheimer, mas por algum fator externo que o acompanha, como uma pneumonia, por exemplo.
Como o médico faz o diagnóstico do Mal de Alzheimer?
Não existe um exame específico que estabeleça o diagnóstico. A suspeita diagnóstica deve ser feita por meio de uma cuidadosa história clínica que leve em conta os sintomas e a evolução da doença.
Os exames complementares podem ser
necessários muito mais para afastar outros diagnósticos e avaliar o
estado geral do paciente. Os testes neuropsicológicos das funções
intelectuais podem ajudar a monitorar a progressão do mal.
Qual o tratamento do Mal de Alzheimer?
Ainda não há uma cura conhecida para o mal de Alzheimer.
Os tratamentos disponíveis até o momento visam desacelerar o curso da
doença, assim mesmo sem muito sucesso. Alguns dos tratamentos
sintomáticos utilizados estão voltados principalmente para a manutenção
das funções intelectuais, qualidade de vida e atividade física.
Alguns sintomas secundários como a ansiedade, a depressão e os sintomas
psicóticos, também devem ser tratados sintomaticamente com as
medicações apropriadas. Além de seus efeitos próprios, os
antidepressivos parecem retardar a evolução das demências.
Nos estágios avançados, precisa ser feita a
escolha entre a permanência no ambiente domiciliar ou a internação em
clínicas especializadas.
Qual o prognóstico do Mal de Alzheimer?
A evolução da doença no sentido de uma demência profunda parece inexorável, levando cerca de oito anos entre seu início e seu último estágio.
Envelhecer é uma questão de inteligência
emocional.


