quarta-feira, 29 de junho de 2016

Médico do Amanhã, belo exemplo de vida!



O idoso Edson Gambuggi, farmacêutico, jornalista e advogado recebe aos 82 anos o título de médico. Filmagem da emocionante homenagem ao formando Edson Gambuggi durante a colação de grau realizada em julho de 2009. "NUNCA DEIXE DE SER O QUE VOCE PODERIA TER SIDO".

sábado, 18 de junho de 2016

VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: UM MAL QUE CRESCE A CADA DIA NA SOCIEDADE

Sabe-se que nos próximos anos a população brasileira será uma população idosa. Em conseqüência desse envelhecimento populacional, o idoso tornar-se alvo da violência.

A agressão a população acima de 60 anos vem de diversas formas, a falta de carinho, atenção, pressão psicológica, descaso e a agressão física propriamente dita. O número de idosos que sofrem algum tipo abuso é tão grande que esse caso já se tornou um problema de saúde pública e de segurança pública. Vale ressaltar que muitas vezes as agressões podem resultar em morte. A questão da negligência contra os idosos não é um fenômeno novo. No entanto, apenas nas últimas duas décadas é que essa questão começou a despertar o interesse da comunidade científica (FREITAS et al, 2006).

As violências contra pessoas mais velhas precisam ser vistas sob, pelo menos, três parâmetros: demográficos, sócio antropológicos e epidemiológicos.

Em vista do preconceito cultural que ainda existe contra o idoso em nossa sociedade, torna-se difícil conhecer a violência contra os idosos para tal faz-se necessário que os profissionais de saúde sejam capacitados na prevenção, identificação e tratamento de maus-tratos em idosos, uma vez que os serviços de saúde em geral, e mais particularmente os setores de emergência e os ambulatórios, constituem uma das principais portas de entrada das vítimas de maus-tratos (FREITAS et al, 2006).

O ministério da saúde a (2003), afirma: Art. 3.º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

O Ministério da saúde (2003), afirma:

Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando - o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado:

Pena- detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa.

§ 1.º Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 

§ 2.ºSe resulta a morte: Pena - reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.

De acordo com Freitas et al,(2006), artigo 19. Os casos de suspeita ou de confirmação de maus-tratos contra idosos serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde, a quaisquer dos seguintes órgãos:

I.Autoridade policial

II.Ministério Público

III.Conselho Municipal do Idoso

IV.Conselho Estadual do Idoso

V.Conselho Nacional do Idosos O ministério da saúde (2003), relata:

Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, Aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade: Pena - reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.
Em caso de descumprimento da lei, isto é, se o profissional de saúde não fizer a comunicação e reiteradamente observar que o idoso está sofrendo maus-tratos, deve responder por tais crimes. Nesses casos, o profissional de saúde passa a ser o autor da infração penal. O crime de maus-tratos está disciplinado no artigo 136 do Código Penal (FREITAS et al, 2006).

Guimarães e Cunha (2004), identificaram indicadores que servem de base e suspeita de uma situação de maus tratos. Ressaltando se, contudo, que a ausência dos sinais e sintomas a seguir não assegura a inexistência de abuso:

Indicadores físicos

- Perda de peso, desnutrição ou desidratação sem uma patologia de base que as justifique;

- Marcas, hematomas, queimaduras, lacerações úlceras de pressão, ferimentos cuidados ou malcuidados;

- Palidez, face abatida e olheiras;

- Evidência de descuido e má higiene da pele;

- Vestuário inadequado, sujo, inapropriado para a estação;

- Ausência ou estado ruim de conservação de próteses (andadores óculos, próteses auditivas, dentaduras etc);

- Evidência de administração incorreta de medicamentos;
- Evidência de traumas ou relato de acidentes inexplicáveis.

Texto extraído na sua integra
Katrinna M.P. Portela
 Luciana S. Barreto
 Maria M. S. M. Torres


domingo, 5 de junho de 2016

Gilson Gomes, quando Secretário do Idoso ao lado da Feliciana
ENTREVISTA É COM FELICIANA FARIA, PSICÓLOGA CLINICA/PSICOTERAPEUTA DA SUPERINTENDÊNCIA DOS DIREITOS DO IDOSO

O objetivo dessa entrevista é otimizar o acesso de pessoas interessadas pela causa do idoso, promovendo o máximo de informações pertinentes. O Blog “Defensor do Idoso” esperar contribuir e também deseja que pessoas que visitam o Blog possam contribuir divulgando em suas páginas nas redes sociais.

A entrevista é com Feliciana Faria, psicóloga Clinica/Psicoterapeuta da Superintendência dos Direitos do Idoso e da empresa Santa Casa de Misericórdia de Campos dos Goytacazes-RJ.

Defensor do Idoso: Você está feliz com seu trabalho?

Feliciana Faria: Sim, muito. Eu realmente amo o meu trabalho. É muito gratificante ajudar as pessoas a buscarem respostas para os seus questionamentos. A psicologia objetiva a qualidade de vida, o equilíbrio emocional e a saúde mental como um todo. Utilizamos técnicas que possibilitam esse encontro consigo mesmo, fazendo com que através das reflexões e intervenções trabalhadas dentro da psicologia, o indivíduo tenha melhor autoestima, autoconfiança e amor próprio.

Defensor do Idoso: Quantos anos de trabalho com idosos?

Feliciana Faria: Eu atuo na área desde 2008, mas passei a me dedicar a este grupo em especifico desde a aprovação em Concurso Público onde fui lotada no Clube da Terceira Idade em 2012.

Defensor do Idoso: Quanto tempo dura as terapias com os idosos?

Feliciana Faria: Não há um tempo estipulado porque cada individuo é singular. Alguns frequentam várias sessões, outros porém, em poucas consultas já percebem melhora em seus  questionamentos.

Defensor do Idoso: Quais são os maiores problemas que os idosos enfrentam no seu dia a dia?

Feliciana Faria: Há uma demanda grande de casos de depressão, luto, dificuldades de socialização, angústia e pânico. Em geral, 95% dos idosos que procuram atendimento também se queixam de déficit de memória e falta de atenção.

Defensor do Idoso: Quais são as atividades que você promove para os idosos no Clube da Terceira Idade?


Feliciana Faria: Há a intenção e a realização de atividades que estimulem a terceira idade à buscar qualidade de vida e inclusão social. Há três anos, eu realizo um Grupo semanalmente, chamado Amigos da Memória que trabalha a dinâmica de jogos, música e brincadeiras que estimulam a atenção, concentração, memória, interação social e busca minimizar sintomas de ansiedade, depressão e estresse. Além disso, durante o ano, promovemos palestras e debates com diversos temas interessantes a este público. Também temos projetos como Feira de Artesanato, Projeto A Beleza na Terceira Idade, entre outros.